segunda-feira, 4 de julho de 2011

Entrevista com a professora Amanda Gurgel, na revista ISTOÉ  01/06/2011
 
"A diferença entre professores e educadores está no olhar. Os olhos dos professores olham primeiro para os saberes. Seu dever é cumprir o programa. Depois eles olham para os alunos, para ver se eles aprenderam os saberes. Para professores, saberes são fins, alunos são meios.  Os olhos dos educadores, ao contrário, olham primeiro para os alunos. Eles querem que os alunos 'degustem' os saberes. Todo saber deve ser saboroso."
Rubem Alves


No cotidiano da sala de aula, professores e professoras buscam formas de tornar o ensino mais eficaz e também mais estimulante. Uma das alternativas é aliar o prazer e o divertimento à aprendizagem. Porém nem sempre isso é fácil, mesmo porque os interesses e as soliticações das crianças são bem diversos, e não são todas as situações de ensino-aprendizagem que possibilitam um trabalho com a dimensão lúdica na escola. Trabalhar o lúdico, tem um propósito geral de auxiliar o professor e a professora no uso de jogos e brincadeiras para promover tanto a apropriação do Sistema de Escrita Alfabética quanto práticas de leitura, escrita e oralidade significativas.

No caso específico de jogos e brincadeiras, no entanto, quando direcionados para a alfabetização, isso é  perfeitamente possível. Por meio deles integram-se o prazer, o aprender e o saber. Como ponto de partida, é nescessário que a escola ofereça aos alunos, desde os primeiros anos, oportunidades de contato com a leitura e a escrita, como práticas sociais, ou seja revestidas de significado, nas quais se busca a interação com o outro.

 Cleide Nogueira